sábado, 8 de novembro de 2008

Doença de Huntington

A Doença de Huntington (DH) é uma doença degenerativa que afecta o sistema nervoso central e provoca coreia (movimentos involuntários dos braços, das pernas e do rosto). É uma doença hereditária, causada por uma mutação genética, tendo o filho(a) da pessoa afectada 50% de probabilidades de a desenvolver. Se um descendente não herdar o gene da doença, não a desenvolverá nem a transmitirá à geração seguinte. Afecta pessoas de todas as raças, em todo mundo (5 a 10 pessoas em cada 100 mil).

Esta doença provoca vários sintomas que advêm da degeneração das células cerebrais:

  • Sintomas Emocionais / Comportamentais: Depressão, irritabilidade, ansiedade e apatia são frequentemente encontrados na DH. Algumas pessoas podem ficar em depressão por um período de meses ou mesmo anos antes que isto seja reconhecido como um sintoma inicial. Mudanças comportamentais podem incluir explosões agressivas, impulsividade, mudança de humor e afastamento social.
  • Sintomas Cognitivos / Intelectuais: Mudanças intelectuais leves são os primeiros sinais de perturbação cognitiva. Elas podem envolver habilidade reduzida para organizar assuntos de rotina, ou para lidar efectivamente com situações novas. A memória também é alterada, os doentes têm um envelhecimento precoce mental. As tarefas de trabalho tornam-se mais difíceis.
  • Sintomas Motores: Os sintomas físicos podem, inicialmente, consistir de inquietação, contracções musculares ou agitação excessiva. A escrita pode mudar. As habilidades do dia-a-dia envolvendo coordenação e concentração, tal como conduzir, tornam-se mais difíceis. Esses sintomas iniciais evoluem gradualmente para movimentos involuntários (coreia) mais marcados da cabeça, tronco e membros - que frequentemente levam a problemas para andar e manter o equilíbrio. A fala e a deglutição podem ficar prejudicadas. Os movimentos em geral tendem a aumentar durante esforço voluntário, stress ou excitação, e diminuir durante o descanso e o sono.

O doente, inicialmente, tem uma vida normal sem sequer se aperceber da doença. A partir do momento em que aparecem os sintomas e se realizam os exames médicos, o paciente terá mais dificuldades e necessitará da ajuda de terceiros.

Com a evolução da doença, o indivíduo irá ficar com faltas de memória, terá dificuldade em alimentar-se, a andar, visto que os movimentos se tornam descoordenados e a sua maneira de ser irá mudar ficando agressivo e irritado.


A DH é uma doença fatal que se desenvolve gradualmente. A duração média da doença é de 15 a 20 anos, mas isto varia de pessoa para pessoa. A maioria dos indivíduos com DH não morre como resultado imediato da doença, mas sim de complicações causadas pelo estado de fragilidade do corpo, particularmente por asfixia em consequência de o doente se engasgar, por infecções (por exemplo pneumonia) e por paragem cardíaca.


Na fase final da doença, o indivíduo não pode viver sozinho, nem sequer consegue andar, por isso é que os doentes acabam por morrer devido a lesões de quedas graves.

Não há nenhum tratamento para impedir completamente a progressão da doença, mas certos indícios podem ser reduzidos ou aliviados através da utilização de medicação e métodos cuidados.

7 comentários:

Jorge Mendes disse...

Olá

Começa a ser uma constante.

Uma pergunta e logo uma resposta bem clara.

Não me paras de surpreender.

A juntar a excelente profissional que és agora uma boa formadora.

Parabéns, é um orgulho ter-te como uma AMIGA

Sara Paulo disse...

Bom dia

Os meus agradecimentos pela explicação dada.
A publicação destes artigos são de grande importância, pois sabemos quem os publica e por isso tornam-se mais verosímeis.

Concordo com o comentário anterior, uma boa formadora. A dedicação que é aqui colocada leva-me a crer que também és uma excelente profissional.

Muito obrigada mais uma vez

angela pereira disse...

Olá

Artigo muito bom, claro simples.

Os meus parabéns vão na perspectiva de incentivá-la a continuar.

O seu exemplo vai servir com certeza para outros alunos que se

formem.


Mestre ESSEM

Susana disse...

Boa tarde

Muitos parabéns.

Magnifico artigo.

Desconhecia a doença.

Muito útil, e cientifico

Nuno Gonçalo disse...

Olá

Desculpa estar abordar este assunto.

Tenho 24 anos e tive um acidente de mota a 5anos no qual fiquei paraplégico.

Comecei a namorar há 4 meses, mas a minha vida sexual não é activa pois não consigo ter erecção.

Tenho tentar ler acerca do assunto e todos os sites que leio falam na terapia ocupacional e as técnicas (não dizem quais) para o assunto se resolver.

Podes ajudar-me?

susana disse...

Olá bom dia

Sentimos falta das suas explicações.

Não desmotive agora

Claudia Ferreira Cardoso disse...

Oi

Estou em terapia ocupacional em Alcoitão, 1 ano.

Toda agente diz que foi um erro escolher este curso pois não tem futuro profissional era preferível ter escolhido fisioterapia.

Dá-me a tua opinião pois sei que será bem documentada pela tua experiencia de vida.

Obrigada