terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Espasticidade

Desde a antiguidade sabe-se que algumas formas de paralisia são acompanhadas de “enrijecimento” dos membros, constituindo o que hoje denominamos por paralisias espásticas. A espasticidade caracterize-se pela dificuldade de se movimentar passivamente uma articulação, devido à intensa contracção dos músculos que normalmente a mobilizam, e pela tendência a voltar imediata para a posição original quando cessa a força imposta externamente. A rigidez, tão característica da doença de Parkinson, ao contrário, faz com que persista a nova posição de uma articulação mobilizada passivamente, quando cessa a força que a movimentou.


Quando a espasticidade afecta um lado do corpo denomina-se hemiplegia espástica. Ao caminhar, o hemoplégico não consegue flectir o membro inferior afectado (padrãode flexão no membro superior e de extensão no membro inferior), o que o leva a executar um movimento em arco, dirigindo primeiro para fora e em sequência para dentro. Somente com este moviemnto o paciente consegue mover o membro para diante.







Quando ocorre paralisia bilateral denomina-se paraplegia espástica. Nas formas graves e de instalação na infência a forte espasticidade dos adutores das coxas compromete de modo mais acentuado a marcha porque força a adução das pernas quando o corpo é propelido para a frente, originando o padrão conhecido por marcha em tesoura.


Quando a paralisia afecta os quatro membros denomina-se tetrapelgia espástica.





Clinicamente a espasticidade caracteriza-se por vários fenómenos peculiares:


  1. Ela nunca afecta um só musculo, englobando sempre grupos musculares;
  2. Os músculos espásticos são salientes na massa muscular e parecem muito firmes à palpação, devido à sua contracção, que é em geral forte e persistente;
  3. Tentando-se estirar uma articulação, os músculos comportam-se como uma mola, tendendo sempre a voltar automaticamente à posição anterior;
  4. Quando se consegue dobrar uma articulação, a resistência muscular é de inicio muito forte, porém no final cede de forma brusca (sinal de canivete);
  5. Quando se tenta dobrar a articulação lentamente, o músculo espástico cede também devagar mas se a manobra é rápida a resistência aumenta;
  6. Percutindo-se o seu tendão para provocar uma reflexo miotático (ou de estiramento), o musculo contrai-se mais intensa e rapidamente do que o normal (hiper-reflexia), uma das mais claras e precoces manifestações de espasticidade;
  7. Se esta é muito intensa, o estiramento mantido de um músculo pode desencadear movimentos e regularmente rítmicos denominado de clono;
  8. Quando a espasticidade é muito intensa os reflexos do estiramento podem ser desencadeados mesmo quando se percutem regiões distantes alguns centímetros dos tendões (aumento da área relexógena);
  9. A estimulação da borda externa da planta do pé de um membro inferior espástico provoca a extensão lenta do primeiro dedo (sinal de Babinski); no membro superior ocorre manifestação homóloga (Sinal de Hoffmann).

No que diz respeito ao tratamento, as medidas iniciais a tomar são o posicionamento adequado do paciente evitando posturas viciosas, e a instituição precoce da mobilização passiva das articulações. O objectivo destas manobras é evitar o estiramento dos músculos e evitar as contracturas. Com essa mesma finalidade podem-se também empregar vários tipos de ortóteses que mantêm a posição desejada e facilitam a mobilização. A seguir é conveniente efectuar diferentes técnicas, usadas geralmente em associação ao tratamento medicamentoso e, quando necessário, cirúrgico.

Para o tratamento podemos recorrer a diversas técnicas:
  • Técnicas de Bobath
  • PNF
  • Margaret Johnstone
  • Mobilização passiva / activa
  • Termoterapia
  • Estimulação eléctrica
  • Vibração
  • ...

FONTE: Reabilitação em Doenças Neurológicas - Guia de Tratamento Prático

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Artroplastia Total da Anca



A coxartrose (artrose da anca) é uma das causas mais frequentes de incapacidade nas populações de cariz ocidental, mas rara nos povos asiáticos. A diferença pode derivar apenas dos diferentes hábitos posturais.

Os sitomas característicos são a dor, perda de mobilidade da anca e a claudicação na marcha:
  • Dor - A dor é agravada pela carga e pelo movimento da anca, mas também aparece em repouso perturbando o sono. È uma dor inicialmente esbatida que se vai agravando com o progresso da artrose. É sentida na virilha, mas irradia pela coxa indo muitas vezes fixar-se próximo ao joelho ou ao seu redor, ao ponto de muitos doentes estarem convictos que o padecimento deriva dessa articulação.

  • Perda de Mobilidade - A formação de osteófitos vai alterando a forma e relação das superfícies articulares e limitando o movimento em certas direcções. À medida que o movimento articular se vai perdendo, certos movimentos do quotidiano tornam-se difíceis ou impossíveis. Com a progressão da doença, surge uma deformidade irredutível em flexão, adução e rotação externa.

  • Marcha Claudicante - A claudicação é devida, em parte, à limitação da mobilidade e, em parte, à tentativa antálgica de limitar a transferência de carga para o membro afectado. A claudicação é, sobretudo, notada por terceiros, mais que pelo próprio.

A substituição protésica total da anca é hoje a operação mais utilizada para o tratamento cirúrgico da coxartrose. Os resultados a curto e médio prazo, são bons ou excelentes em cerca de 90% dos doentes. A melhoria é sobretudo na dor e, em grau menor, na mobilidade.

A operação consiste na substituição da superfície articular do acetábulo e do fémur por materiais artificiais. A intervenção pode ser executada de vários modos e por várias abordagens.

Após a colocação de uma prótese da anca, existem cuidados que se devem ter em conta. Caso isso não aconteça, pode ocorrer luxação da prótese.

Não deverá efectuar os seguintes movimentos
(Flexão acima dos 90º; Adução; Rotação Externa)




Quando apanhar os objectos do chão não deverá fazer flexão das pernas, mas sim, flectir a perna boa e manter em extensão a operada. Deverá estar apoiado.




No desempenho das actividades da vida diária, deverá recorrer ao uso de algumas ajudas tacnicas, de modo a evitar os movimentos indesejados.







Luis Alvim Serra, Critérios Fundamentais em Fracturas e Ortopedia, 2001

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Plineuropatia Amiloidótica Familiar, Paramiloidose, Doença dos Pezinhos



Polineuropatia Amiloidótica Familiar (PAF), Paramiloidose, Doença dos Pezinhos ou ainda Doença de Corino de Andrade são as diversas formas de nos referirmos a esta doença descoberta pela primeira vez em Portugal, com maior frequência no norte do país. É reconhecida actualmente por todo o mundo.

Existem 4 tipos de PAF:

  • PAF tipo I, de Andrade ou tipo Português

  • PAF tipo II, de Rukovina ou tipo Indiana

  • PAF tipo III, de Van Alien ou tipo Iowa

  • PAF tipo IV, de Meretoja ou tipo Finlandês

A PAF é uma patologia neurológica, que resulta da alteração na estrutura de uma proteína – transtirretina (TTR), consequência de uma mutação no seu gene, que está localizado ao nível do cromossoma 18. È hereditária de transmissão autossómica dominante, ou seja, em caso de:

  • Progenitores Homozigóticos (2 alelos mutados): os descendentes têm 100% de probabilidade de contrair a doença.

  • Progenitores Heterozigótico (apenas 1 alelo mutado): os descendentes têm 50% de probabilidade de contrair a doença.

Os homozigóticos e heterozigóticos não apresentam diferenças nos sintomas, mas também pode haver homozigóticos assintomáticos. A maior parte dos doentes são heterozigóticos.

É uma doença congénita que afecta o sistema nervoso periférico nas suas vertentes motora, sensitiva e autonómica. Esta tem idade de início entre os 20 e 35 anos, inicia-se nos membros inferiores (por isso a designação de doença dos “pezinhos”), afectando a sensibilidade aos estímulos, a capacidade motora, sendo fatal, com evolução em média, em 10 a 15 anos.

Todas as manifestações da PAF traduzem a degenerescência progressiva dos nervos.
Todas as fibras nervosas são atingidas e condicionam o quadro clínico da PAF:

  • Fibras Sensitivas (Perda progressiva da sensibilidade, primeiro a dor e temperatura, depois táctil, vibratória e articular);

  • Fibras Motoras (Atrofia muscular, Abolição dos reflexos tendinosos, Marcha em steppage);

  • Fibras Autonómicas (Perturbações oculares, perturbações cardiovasculares, perturbações gastrointestinais, perturbações genito-urinárias), etc.

No estadio final, o doente encontra-se acamado ou numa cadeira de rodas, apresentando de uma forma geral, fraqueza muscular, atrofias, e caminhando inexoravelmente para a morte por caquexia e/ou infecções intercorrentes.

A PAF é uma doença incurável e progressiva em todas as dimensões – biológica, psicológica, sociológica, cultural e espiritual - que modelam o Ser Humano são afectadas.

Como medidas terapêuticas na PAF, temos:

  • Pace-Maker – As alterações do ritmo cardíaco e da condução originam disritmias graves conduzindo inexoravelmente para a necessidade de pacemaker definitivo.
  • Imunodepuração – Após o desenvolvimento laboratorial da Imunodepuração da TTR circulante no final dos anos 80, deu-se em início de 1993, a um programa de ensaios clínicos que consiste na filtração do sangue do doente, retirando a TTR met 30 através do uso de anticorpos monoclonais que se ligam à proteína anómala.


  • Transplante Hepático – O transplante hepático é uma hipótese Terapêutica, iniciada por Holmgren na Suécia em 1991 e entre nós pela Unidade de Transplante Hepático do Curry Cabral em 1992, com resultados encorajadores, sobretudo quando efectuado em fase relativamente precoce da doença.
    O objectivo do transplante hepático reside na não evolução da sintomatologia da PAF, já que permite substituir o principal órgão produtor da proteína anómala.
    No entanto, não se trata de uma terapêutica curativa.



Centro de estudos e apoio à paramiloidose

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Artrite Reumatóide

A Artrite Reumatóide (AR) é o segundo tipo de artrite mais comum (o mais comum é a osteoartrose). É uma doença generalizada do tecido conjuntivo que afecta a pele, vasos, pulmões e outros órgãos, mas é mais pronunciada nas articulações (Seeley & Tate, 2003).

Esta doença atinge indivíduos de todas as idades, alcançando o seu pico na mulher entre os 45-55 anos e no homem um pouco mais tardiamente. É portanto uma doença que afecta adultos no pico da sua actividade laboral.

A causa inicial é desconhecida mas pode consistir numa infecção transitória ou doença auto-imune que se desenvolve contra o colagénio. Pode também haver uma predisposição genética. Seja qual for a causa, em última instância parece ser imunológica. As pessoas com AR clássica têm no sangue uma proteína, o factor reumatóide. As células do líquido sinovial e tecido conjuntivo associado proliferam, formando um “pannus” (camada grossa como as dos tecidos das roupas) que leva ao espessamento da cápsula articular e destrói a cartilagem articular. Na artrite reumatóide juvenil, o factor reumatóide não é encontrado no soro (Seeley & Tate, 2003).

Actualmente e desde 1987 utilizam-se os critérios de classificação do Colégio Americano de Reumatologia que são os seguintes:

  1. Rigidez articular matinal de duração superior a 1 hora
  2. Artrite pelo menos em três regiões articulares
  3. Artrite das mãos (pelo menos uma das seguintes áreas: punho, metacarpo-falângicas, inter-falângicas proximais)
  4. Envolvimento articular simétrico
  5. Nódulos subcutâneos
  6. Presença no soro de factor reumatóide
  7. Alterações radiográficas típicas

A confirmação do diagnóstico da AR faz-se quando estão presentes 4 destes 7 critérios.

A AR, pode ter um efeito devastador na vida diária , quer pelo impacto directo nas actividades diárias, profissionais, familiares e sociais dos doentes, quer pelo impacto psicológico gerado pela incapacidade, frustração e depressão que gera.

Assim, os objectivos da Terapia Ocupacional no tratamento dos utentes com AR dependem dos problemas, das necessidades e interesses de cada um, bem como do estádio de evolução da doença. Contudo, em geral, alguns dos objectivos a considerar serão:

  • Prevenir deformidades
  • Manter ou aumentar a autonomia
  • Manter ou aumentar a habilidade em tarefas funcionais
  • Estimular as competências psicossociais
  • Diminuir a tensão emocional e muscular
  • Educar a família
  • Educar o utente

Para que estes dois últimos pontos sejam exequíveis, devem-se ensinar estratégias de conservação de energia e de protecção articular.

Exemplo:

Utilize alavancas maiores pois diminuem a carga nas articulações

Coloque as articulações em posições neutras e divida o peso pelas articulações

Faça pinças mais grossas, assim evita maior carga sobre as articulações

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Função Sexual - LVM

No seguimento do artigo anterior, gostaria de sugerir a consulta do link abaixo referido. Acho que, além de complementar a informação anterior também poderá ajudar as pessoas que necessitem de esclarecer algumas das suas dúvidas. Espero que seja útil...


http://www.scml.pt/media/revista/rev_20/sexualidade.pdf

.

domingo, 16 de novembro de 2008

Função Sexual em Lesões Vertebro Medulares

É importante que todo este processo tenha aconselhamento
e acompanhamento médico


Muitas pessoas associam lesão medular à perda da função sexual, particularmente em homens, mas na verdade, paralisia hoje em dia não significa o fim de relacionamento sexual.

A sexualidade é muito mais que um acto sexual, pois envolve partilha de sentimentos, traduzindo ternura, desejo de dar e receber prazer, formas de comunicação verbal e não verbal, transmitida através de cognições e comportamentos que vão da influência interpessoal ao prazer. Muitas vezes a única visão existente sobre sexualidade é que ela se reduz o coito. Isto acontece por variadíssimas razões, nomeadamente imaturidade, motivos culturais etc. podendo, nestes casos, não haver lugar para o afecto, a ternura, a sedução e as carícias.


O acto sexual no homem consiste na erecção, ejaculação e orgasmo. A possibilidade de erecção depende do nível da lesão e desta ser completa ou incompleta. Existem dois centros medulares que controlam a erecção: o dorso-lombar (D11 a L1) responsável pela erecção psicogénica (a que ocorre em resposta a pensamentos eróticos), e o sagrado (S2, S3 e S4), pela erecção reflexogénica (a que ocorre por estimulação directa dos órgãos sexuais). A maior parte dos homens com lesão medular são capazes de ter algum tipo de erecção. As lesões da região sagrada são as únicas que eliminam a capacidade do homem de conseguir qualquer tipo de erecção. Geralmente, quanto mais alto for o nível da lesão, mais normal poderá ser o funcionamento sexual. A maioria dos homens com lesão medular não tem erecção psicogénica mas consegue ter erecção reflexogénica . (Alves et al,2001)

No entanto, quando não é possivel a obtenção de qualquer destes tipos de erecção, existem algumas alternativas:



Bombas de Vácuo e Aneis de Constrição

Talvez o mais simples método de produzir uma ereção seja o de usar uma bomba de vácuo que se adapte ao pênis e que traga sangue para dentro dele por meio de sucção. Este método é muito efetivo e traz resultados satisfatórios em 80 a 90% dos homens que o utilizam, sendo que, além de tudo, é um método completamente não invasivo. Cuidados devem ser tomados para se evitar a formação do anel constritivo por mais de meia hora de cada vez, prevenindo assim, o risco de se formarem coágulos dentro do pénis.

Bomba de Vácuo

1 – Introdução 2 – Aspiração 3 – Colocação do anel 4 – Retirada da bomba de vácuo.
O pénis é colocado dentro do cilindro de plástico que fica com os bordos encostados à pele, utilizando gel lubrificante para melhor fazer a união. Uma bomba operada manualmente ou por pilha é utilizada para retirar o ar do cilindro e obrigar o sangue a entrar no pénis e a produzir rigidez. Retira-se então um elástico do cilindro e coloca-se na base do pénis de forma a não permitir a saída do sangue e a manter a erecção. O cilindro é então retirado. O elástico pode ficar durante 20 a 30 minutos em segurança e manterá a erecção até ser removido


Injecções Intracavernosas

Outro método para produzir uma ereção é injectar uma pequena quantidade de droga, directamente no pénis, para aumentar o fluxo sanguíneo. "Essencialmente, essa injecção faz o mesmo papel que os nervos fariam sobre os vasos sanguíneos" diz Berger, do Departamento de Medicina Física da Universidade de Washington. "Uma pequena agulha de insulina (da mesma utilizada pelos diabéticos) é utilizada no processo e, mesmo para homens com alguma sensação, não é muito doloroso."

Assim como no método de sucção/constrição, a dose da medicação deve ser ajustada para agir somente durante 30 minutos, para evitar o perigo de uma erecção muito prolongada. "As primeiras injeções são aplicadas numa clínica para que seja estabelecida a dosagem correcta", diz Berger. Injecções no pénis podem ser utilizadas somente uma vez por dia e existe o risco de causar ferimento. A droga funciona em 60-70% dos casos em que é utilizada.

Injecção intracavernosa de substância vasoactiva


Próteses Penianas

Implantes penianos são também úteis para homens que tem problema com o uso de catéter de borracha e apresentam retração peniana. No entanto, a colocação de um implante peniano danifica o tecido eréctil do pénis. Se um implante for removido, o tecido não funcionará tão bem como funcionava antes do implante ser colocado.


Próteses maleáveis simples. Colocam-se dois cilindros sintéticos dentro do pénis através de cirurgia. Estes cilindros tornam o pénis suficientemente rijo para a penetração. Existem vários tipos de próteses e as próteses maleáveis simples são as mais baratas apesar de terem a desvantagem de manterem o pénis num estado permanente de semi-rigidez.




Próteses insufláveis. As próteses insufláveis consistem num mecanismo de bomba e num reservatório para além dos cilindros penianos. Dão melhores resultados e um aspecto mais natural ao pénis. Apesar dos implantes terem o risco de infecção (especialmente nos diabéticos) ou de avaria mecânica, a taxa de falhanços é actualmente muito baixa e as complicações sérias são pouco comuns.



ALVES, Mª Célia; SOUSA, Mª do Rosário; PINTO, Manuel A.S. – Cuidados de Enfermagem à Pessoa com Traumatismo Vértebro Medular. In: PADILHA, José Miguel [et al]. – Enfermagem em Neurologia. Coimbra: Formasau – Formação e saúde, Lda, 2001

Departamento de Medicina Física da Universidade de Washington

sábado, 8 de novembro de 2008

Doença de Huntington

A Doença de Huntington (DH) é uma doença degenerativa que afecta o sistema nervoso central e provoca coreia (movimentos involuntários dos braços, das pernas e do rosto). É uma doença hereditária, causada por uma mutação genética, tendo o filho(a) da pessoa afectada 50% de probabilidades de a desenvolver. Se um descendente não herdar o gene da doença, não a desenvolverá nem a transmitirá à geração seguinte. Afecta pessoas de todas as raças, em todo mundo (5 a 10 pessoas em cada 100 mil).

Esta doença provoca vários sintomas que advêm da degeneração das células cerebrais:

  • Sintomas Emocionais / Comportamentais: Depressão, irritabilidade, ansiedade e apatia são frequentemente encontrados na DH. Algumas pessoas podem ficar em depressão por um período de meses ou mesmo anos antes que isto seja reconhecido como um sintoma inicial. Mudanças comportamentais podem incluir explosões agressivas, impulsividade, mudança de humor e afastamento social.
  • Sintomas Cognitivos / Intelectuais: Mudanças intelectuais leves são os primeiros sinais de perturbação cognitiva. Elas podem envolver habilidade reduzida para organizar assuntos de rotina, ou para lidar efectivamente com situações novas. A memória também é alterada, os doentes têm um envelhecimento precoce mental. As tarefas de trabalho tornam-se mais difíceis.
  • Sintomas Motores: Os sintomas físicos podem, inicialmente, consistir de inquietação, contracções musculares ou agitação excessiva. A escrita pode mudar. As habilidades do dia-a-dia envolvendo coordenação e concentração, tal como conduzir, tornam-se mais difíceis. Esses sintomas iniciais evoluem gradualmente para movimentos involuntários (coreia) mais marcados da cabeça, tronco e membros - que frequentemente levam a problemas para andar e manter o equilíbrio. A fala e a deglutição podem ficar prejudicadas. Os movimentos em geral tendem a aumentar durante esforço voluntário, stress ou excitação, e diminuir durante o descanso e o sono.

O doente, inicialmente, tem uma vida normal sem sequer se aperceber da doença. A partir do momento em que aparecem os sintomas e se realizam os exames médicos, o paciente terá mais dificuldades e necessitará da ajuda de terceiros.

Com a evolução da doença, o indivíduo irá ficar com faltas de memória, terá dificuldade em alimentar-se, a andar, visto que os movimentos se tornam descoordenados e a sua maneira de ser irá mudar ficando agressivo e irritado.


A DH é uma doença fatal que se desenvolve gradualmente. A duração média da doença é de 15 a 20 anos, mas isto varia de pessoa para pessoa. A maioria dos indivíduos com DH não morre como resultado imediato da doença, mas sim de complicações causadas pelo estado de fragilidade do corpo, particularmente por asfixia em consequência de o doente se engasgar, por infecções (por exemplo pneumonia) e por paragem cardíaca.


Na fase final da doença, o indivíduo não pode viver sozinho, nem sequer consegue andar, por isso é que os doentes acabam por morrer devido a lesões de quedas graves.

Não há nenhum tratamento para impedir completamente a progressão da doença, mas certos indícios podem ser reduzidos ou aliviados através da utilização de medicação e métodos cuidados.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Hemiplegia / Paraplegia

Tendo em conta algumas dúvidas que surgiram relativamente ao último artigo, coloquei dois filmes que são bastantes elucidativos de como uma pessoa com hemiplegia se pode vestir sozinha (peço desculpa o idioma, mas não encontrei noutro!).
No entanto, devo explicar que nem todas as pessoas que têm uma hemiplegia o poderão fazer. É necessária a aquisição/manutenção de algumas competências para que possam desempenhar actividades.
Não sei se será o caso, mas é importante não confundir hemiplegia com paraplegia:
Hemiplegia - Paralisia da metade direita ou esquerda do corpo
Paraplegia - Paralisia dos dois membros inferiores

Hemiplegia - como vestir 02

video

Hemiplegia - como vestir 01

video

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Como Ensinar um Hemiplégico a Vestir-se


A Hemiplegia é a paralisação de um lado do corpo, caracterizada pela diminuição ou aumento do tónus muscular nos membros afectados devido a danos no motoneurónio superior. Ela é comumente causada por doenças vasculares, tumores ou traumas cerebrais. De um modo geral ela limita a funcionalidade e afecta a qualidade de vida. Um dos comprometimentos motores evidentes na hemiplegia é a tendência em transferir o peso corporal para o lado não afectado e a utilização do braço parético em poucas ou nenhuma tarefa cotidiana (dependendo do grau da lesão). Para podermos possibilitar a estas pessoas o maior grau de autonomia, temos que saber como as ensinar a desempenhar as actividades da vida diária. Assim, seguem-se dois exemplos:


Como ensinar a vestir uma camisa:





  1. Coloque a camisa sobre a coxa não afectada, na posição correcta para vestir.
  2. Mantenha o braço afectado pendente, relaxado.
  3. Com a mão não afectada, enrugue a manga da camisa do lado afectado e coloque a manga entre as pernas.
  4. Coloque o braço não afectado na manga da camisa.
  5. Sobe a camisa até ao ombro, com a mão não afectada.
  6. Pegue no colarinho e passe a camisa, por trás da cabeça, para o lado não afectado e vista esse lado.
  7. Arranja a camisa e aperte os botões.



Como vestir as calças:



1. Cruze as pernas.
2. Com a mão não afectada, vista a calça do lado afectado
3. Puxe a calça até ao joelhoColoque o pé no chão






5. Coloque as calças no chão.
6. Vista a perna não afectada
7. Puxe as calças até aos joelhos.




8. Apoie e coloque-se na posição de pé.
9. Puxe as calças até à cintura.Aperte o fecho (Velcro).

domingo, 26 de outubro de 2008

Terapia Ocupacional e Saúde do Trabalhador

Cada vez mais, o trabalho é muito importante para as pessoas, e é nesse ambiente que passam grande parte do seu dia. No entanto, o trabalho pode ser fonte de adoecimento, se não proporcionar ao trabalhador adequadas condições de trabalho, podendo acarretar várias doenças ocupacionais.

As doenças ocupacionais têm vindo a crescer ponto de vista da saúde colectiva, causando, além de gastos financeiros para as Entidades Empregadoras, enormes dificuldades sociais. Entre as principais doenças relacionadas à organização do trabalho, destacam-se as Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho – LER/DORT e os sofrimentos psíquicos relacionados ao trabalho. Nessas doenças, as dificuldades estão em definir a natureza exacta da sua etiologia, mensurar e qualificar a dor e/ou sofrimento, a subjectividade e a invisibilidade. Aspectos referentes às condições e à organização do trabalho contribuem, de diferentes formas, para o acometimento dos trabalhadores: a produção com ritmo e velocidade acelerados; a intensificação da sobrecarga; o aumento dos movimentos repetitivos; a utilização das posições anatomicamente inadequadas para o ser humano; a sobrecarga nos grupos musculares e tendões; as relações autoritárias de poder; as desconfianças e competições entre os trabalhadores; a impossibilidade do trabalhador contribuir com sua experiência e aprendizado sobre o trabalho, etc.

A partir da compreensão de que o trabalho é gerador de doenças e sofrimento, a prevenção ganhou espaço e foi abordada principalmente através das condições e da organização do trabalho. Além disso, cresceu o número de trabalhadores excluídos socialmente. Portanto, deve-se intervir na prevenção no próprio espaço de trabalho e na reinserção social para os afastados/excluídos do mercado de trabalho.

A Terapia Ocupacional em saúde do trabalhador apresenta-se como uma ciência que realiza um trabalho integrado com outras ciências relacionadas à saúde, onde o Terapeuta Ocupacional está apto a procurar a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e orientando a participação dos mesmos em actividades seleccionadas para facilitar, restaurar, fortalecer e promover a saúde.

A Terapia Ocupacional intervém em diferentes niveis, dependendo do objetivo do tratamento (primário, secundário ou terciário).

  • No Nível Primário ou Preventivo o Terapeuta Ocupacional busca analisar o processo de trabalho, conhecendo detalhadamente a função de cada trabalhador sugerindo aos responsáveis pela empresa ou instituição, quando necessário, a modificação no processo do mesmo
  • No Nível Secundário ou Curativo o Terapeuta Ocupacional realiza uma avaliação do trabalhador, observando aspectos como dor, limitação da amplitude de movimento (ADM), presença de encurtamentos, força muscular (FM), coordenação motora e níveis de stress.
  • No Nível Terciário ou Reabilitador o Terapeuta Ocupacional trabalha aspectos alterados, contribuindo para a prevenção de deformidades e para a manutenção da capacidade residual, promovendo, quando necessário a troca de lateralidade, indicando junto ao trabalhador e à equipe uma nova função, ou a indicação de órtoteses ou próteses que facilitem o desempenho das diversas actividades.
Vejamos exemplos práticos que podem ajudar evitar doenças ocupacionais:
Postura correcta ao computador



Como levantar correctamente pesos







quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Dores nas Costas

As dores nas costas não são propriamente uma doença em si, mas um sintoma. O seu aparecimento revela que algo está mal, embora não especifique o quê.

A maior parte das pessoa já tiveram dores nas costas. Algumas são causadas por uma qualquer pressão mecânica ou dano nas costas que passam relativamente depressa. Uma má postura, esforços repetidos e o peso dos anos podem ser os responsáveis. No entanto, existem dores que são provocadas por desequilíbrios osteo-articulares, os quais necessitam de ser avaliados caso a caso.

Relativamente ao primeiro tipo de dores, por vezes basta alterar alguns hábitos errados, fazendo assim com que o estimulo desencadeador da dor seja eliminado.

No que respeita ao segundo tipo de dor referido, é muito importante que as pessoas tenham uma correcta avaliação da sua condição clínica. Só assim se poderá ter uma correcta e eficaz intervenção.

No entanto, e não sendo, de forma alguma, a solução para todos os problema, existem alguns exercícios que podem ser feitos em casa, isto porque, a maior parte das dores nas costas advêm de desequilíbrios musculares. Isto quer dizer que, fazendo fortalecimento muscular pode vir a corrigir desequilíbrios existente.

É de extrema importância saber que, um fortalecimento mal feito pode vir a desencadear ainda mais problemas, daí a importância da avaliação inicial (ver os músculos que já estão mais encurtados, ver os que necessitam de ser fortalecidos, etc…). No final dos exercícios é importante fazer alongamentos.



Exemplo de exercícios:





Exemplo de Alongamentos:


Susana, no que respeita ao seu caso, provavelmente, e sem ter conhecimento do seu real problema, você deve ter essas dores por passar bastante tempo a estudar, ao computador, etc…, provavelmente com posturas incorrectas e que exigem grande solicitação dos músculos da região afectada. A natação é normalmente o desporto de eleição nestes casos, pois fortalece a musculatura em geral, mas as modalidades que exigem manutenção da postura também podem ser benéficas como o Yoga e o Pilates.

Acima de tudo, o que deve fazer, caso seja o caso é começar por corrigir as posturas incorrectas.

Caso este caso se aplique a si, deve insistir nos seguintes exercícios e alongamentos:





Fortalecimento dos Músculos da Região Dorsal e Ombros
- Empurrar os cotovelos contra o solo e tentar descolar as omoplatas
- Deslocar 10 vezes
- Não empurrar com a cabeça contra o solo




Retração Escapular Usando a Faixa Terapêutica:
Fazer um nó no meio de uma faixa de um metro e meio.
Prender o nó em uma porta fechada, mais ou menos na altura dos ombros.
Posicionar-se a um metro de distância da porta segurando uma extremidade da faixa em cada mão.
Elevar as mãos, acima da altura dos ombros, com os cotovelos, as mãos e os ombros paralelos ao chão.
Comprimir as escápulas, uma de encontro à outra e puxar os cotovelos para trás, causando resistência e tencionando a faixa.
Manter por 5 segundos e retornar à posição inicial.
Fazer 3 séries de 10 repetições.


Alongamento dos Músculos do Tórax
- Os braços estão apoiados num canto da casa
- Dar um passo com a perna direita para diante e deslocar a barriga e o peito para frente
- Alongar 30 segundos
- Repetir 5 vezes
- Deverá sentir uma tensão nos músculos do peito
- Deslocar os braços e cotovelos para baixo ou para cima até encontrar a posição onde esta tensão é mais forte


Alongamento do Trapézio Superior
O músculo trapézio superior conecta o ombro à cabeça.
Sentar em uma posição reta, colocar o braço direito atrás das costas e, gentilmente, puxar a cabeça para o ombro esquerdo, com a mão esquerda.
O alongamento será sentido do lado direito.
Manter 30 segundos, voltar a posição inicial e então fazer para o outro lado.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Articulação Acromio-Clavicular

Antes de iniciar a explicação, saliento que o termo “separação do ombro de segundo grau” é o mesmo que luxação da articulação acrómio-clavicular de grau II, só que a primeira é “brasileiro” e a segunda “português”.



A estabilidade da articulação acromio-clavicular é conferida pela cápsula articular e pelos ligamentos córaco-claviculares (conóide e trapezóide). Devido à sua posição anatómica, esta articulação sofre frequentemente traumatismos que se traduzem na perda da sua integridade articular.

A lesão total dos mecanismos estabilizadores entre o acrómio e a clavícula é a luxação acromio-clavicular aguda que pode provocar importantes perturbações na força muscular do ombro e no mecanismo de deslizamento subacromial.

Quando falamos em luxações da acromio-clavicular, optamos normalmente pela classificação de Allman-Tossy, pois algumas vezes o exame radiológico é de difícil interpretação pela má definição da articulação acromio-clavicular. Esta classificação é mais abrangente e mais fácil de ser interpretada, pois as luxações acromio-claviculares dividem-se em:

Grau I – Pouca lesão ligamentos, não há separação dos ossos.


Grau II – Ruptura parcial dos ligamentos, não completa. Ao esforço, articulação apresenta dor e instabilidade.

Grau III – ligamentos completamente rompidos, com separação completa dos ossos, e deformidade visível.



No entanto, de acordo com Rockwood as luxações podem classificar-se desde o Grau I até ao Grau VI, sendo que Allman-Tossy engloba os Graus IV, V, VI na sua definição de Grau III. A percentagem do desvio e direcção da extremidade distal da clavícula definem as variações entre os Graus IV, V e VI.




Cuidados Continuados e Paliativos





Cuidados Continuados

São os doentes crónicos portadores de deficiência quem, ao longo da sua vida, precisa de cuidados de saúde de longa duração. Os cuidados continuados referem-se a um conjunto de serviços de saúde, pessoais e sociais, prestados durante um período prolongado a pessoas com deficiência, que nunca foram funcionalmente independentes, ou que sofrem de uma doença terminal.

As pessoas atingem uma maior longevidade e muitas delas, a precisarem de cuidados de saúde continuados, não têm familiares chegados que possam tratar deles. A esta situação acresce o facto de as pessoas terem menos filhos, assim como o divórcio. Por isso, os cuidados tendem a ser prestados por instituições ou ao domicílio.



Cuidados Paliativos

Com o avanço da tecnologia existem à disposição das pessoas com doenças terminais, meios que lhes proporcionam um prolongamento a vida. No entanto, alguns tomam a decisão de suspender o tratamento de suporte de vida, de alta tecnologia, em troca de uma morte tranquila. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, quando os prestadores de cuidados de saúde prestam cuidados paliativos, efectuam o seguinte:

  • Afirmam a vida e vêem a morte como um processo normal

  • Não aceleram nem adiantam a morte

  • Prestam o alívio da dor e de outros sintomas perturbadores

  • Integram os aspectos psicológico e espiritual dos cuidados ao utente

  • Oferecem um sistema de apoio para ajudar o utente a viver, de forma mais activa possível, até à morte

  • Oferecem um sistema de apoio para ajudar as famílias a lidar com a doença do utente e com a própria privação destas

Os cuidados paliativos são uma filosofia de cuidados completos durante o final de vida do utente. A abordagem aos cuidados geralmente envolve uma equipa interdisciplinar de médicos, enfermeiros, assistentes sociais, representantes religiosos e farmacêuticos. Uma abordagem de cuidados paliativos assegura que o utente tenha uma “boa morte”, livre de dor e sofrimento evitáveis, de acordo com a vontade do utente e da família e de acordo com as normas clínicas, culturais e éticas.




Potter, P.A.; Perry, A.G. (2003). Fundamentos de Enfermagem – Conceitos e Procedimentos. 5ª Ed. Lusociência. Loures.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Ligamentos do Pé


Posição Lateral de Segurança


A Posição Lateral de Segurança (PLS) deve ser utilizada em toda a pessoa inconsciente porque permite uma melhor ventilação, libertando as vias aéreas superiores.

O que deve fazer:

- Com a vítima deitada, colocar a cabeça em hiper-extensão e de lado (para impedir a queda da língua para trás e a sufocação por sangue, vómitos ou secreções).
- Pôr o braço do lado para onde virou a cabeça ao longo do corpo.
- Flectir a coxa do outro lado.
- Rodar lentamente o bloco cabeça-pescoço-tronco.
- Manter a posição da cabeça para trás e para o lado, mantendo a boca aberta.
Poderão consultar o link mencionado para observar um vídeo elucidativo dos passos a dar para colocar a vítima em Posição Lateral de Segurança






terça-feira, 14 de outubro de 2008

Sindrome do Tunel Carpico















A síndrome do túnel carpico resulta de uma neuropatia, causada pela compressão e irritação do nervo mediano no pulso. Este túnel é criado pela organização côncava dos ossos do carpo e pelo ligamento anular anterior do carpo. Nenhum dos componentes de tecido conjuntivo se expande com facilidade. Assim, uma inflamação do punho, ou aumento do tamanho dos tendões no túnel carpico pode produzir aumento da pressão dentro do túnel e comprimir o nervo mediano Muitas vezes é necessária uma intervenção cirúrgica para aliviar a pressão.

Este tipo de lesão é bastante comum em trabalhadores cujas actividades profissionais solicitem movimentos repetidos. Quando estes trabalhadores não alteram os seus maus hábitos estão sujeitos a desenvolver as chamadas Lesões de Esforço Repetido (L.E.R.), nas quais se inclui esta síndrome.


Sinais e Sintomas:

  • Parestesias
  • Diminuição da força muscular da mão
  • Diminuição da sensibilidade na face palmar dos 3 primeiros dedos, e metade do quarto.
  • Frequentemente os sintomas irradiam para o antebraço e braço
  • Teste positivo na manobra de Phalen (Faz-se uma flexão máxima com os punhos e a mesma é mantida por no mínimo um minuto. Pode desencadear parestesias e dor, sintomas comuns no túnel do carpo.)
  • Ocorrência de formigueiro sem dor após o examinador dar pancadinhas na superfície flexora do punho (manobra de Tinnel)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Acidente Vascular Cerebral

Acidente Vascular Cerebral


Este termo utiliza-se para designar uma situação em que a irrigação sanguínea de uma parte do cérebro diminui súbita e gravemente causado por um coagulo (trombose cerebral) ou quando uma artéria rebenta e perde sangue para o interior do cérebro (hemorragia cerebral). Esta ultima acontece mais a indivíduos hipertensos. Em ambos os casos, as células cerebrais afectadas deixam de funcionar por completo. Cada área do cérebro controla um sistema ou parte diferente do corpo, e, qualquer deficiência resultante de um acidente vascular cerebral depende de quanto é que parte do cérebro foi afectado. Os acidentes vasculares cerebrais graves são quase sempre fatais, mas muitos recuperam de acidentes menores. Estes tipos de acidentes são mais comuns nos indivíduos com mais de 55 anos, nos que sofrem de perda de consciência, nos que tem problemas circulatórios ou nos que já tiveram ataques anteriormente. Os sintomas e sinais podem confundir-se com os de intoxicação alcoólica.
Sinais e Sintomas:
Súbita e violenta dor de cabeça.
Uma pulsação forte.
A vítima sente-se desorientada e confusa, podendo mostrar-se ansiosa e chorar.
Falta de equilíbrio e possível inconsciência.
Dependendo da extensão do A.V.C., podem aparecer uma ou mais das seguintes deficiências físicas:
Paralisia da boca - o canto da boca pode descair, a vítima salivar e arrastar a fala.
Enfraquecimento e perda de sensibilidade num ou em ambos os membros num dos lados do corpo.
Face congestionada, com a pele quente e seca.
Pupilas desigualmente dilatadas.
Incontinência urinária e fecal.

Objectivo:
Minimizar os efeitos da lesão cerebral e providenciar o transporte urgente para o hospital.

O que deve fazer:
Se a vítima estiver consciente, deite-a com a cabeça e os ombros ligeiramente levantados e apoiados. Coloque a cabeça de lado para que a saliva possa sair da boca.
Desaperte quaisquer pecas de roupa justas à volta do pescoço, do peito e da cintura para facilitar a circulação e a ventilação. NÃO ministre nada à vítima por via oral.
Se a vítima ficar inconsciente, abra-lhe a via área e verifique se ventila. Se necessário, execute o ABC da ressuscitação e coloque-a em P.L.S.
Envie com urgência a vítima para o hospital. Transporte-a numa maca, mantendo a posição adequada.