domingo, 26 de outubro de 2008

Terapia Ocupacional e Saúde do Trabalhador

Cada vez mais, o trabalho é muito importante para as pessoas, e é nesse ambiente que passam grande parte do seu dia. No entanto, o trabalho pode ser fonte de adoecimento, se não proporcionar ao trabalhador adequadas condições de trabalho, podendo acarretar várias doenças ocupacionais.

As doenças ocupacionais têm vindo a crescer ponto de vista da saúde colectiva, causando, além de gastos financeiros para as Entidades Empregadoras, enormes dificuldades sociais. Entre as principais doenças relacionadas à organização do trabalho, destacam-se as Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho – LER/DORT e os sofrimentos psíquicos relacionados ao trabalho. Nessas doenças, as dificuldades estão em definir a natureza exacta da sua etiologia, mensurar e qualificar a dor e/ou sofrimento, a subjectividade e a invisibilidade. Aspectos referentes às condições e à organização do trabalho contribuem, de diferentes formas, para o acometimento dos trabalhadores: a produção com ritmo e velocidade acelerados; a intensificação da sobrecarga; o aumento dos movimentos repetitivos; a utilização das posições anatomicamente inadequadas para o ser humano; a sobrecarga nos grupos musculares e tendões; as relações autoritárias de poder; as desconfianças e competições entre os trabalhadores; a impossibilidade do trabalhador contribuir com sua experiência e aprendizado sobre o trabalho, etc.

A partir da compreensão de que o trabalho é gerador de doenças e sofrimento, a prevenção ganhou espaço e foi abordada principalmente através das condições e da organização do trabalho. Além disso, cresceu o número de trabalhadores excluídos socialmente. Portanto, deve-se intervir na prevenção no próprio espaço de trabalho e na reinserção social para os afastados/excluídos do mercado de trabalho.

A Terapia Ocupacional em saúde do trabalhador apresenta-se como uma ciência que realiza um trabalho integrado com outras ciências relacionadas à saúde, onde o Terapeuta Ocupacional está apto a procurar a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e orientando a participação dos mesmos em actividades seleccionadas para facilitar, restaurar, fortalecer e promover a saúde.

A Terapia Ocupacional intervém em diferentes niveis, dependendo do objetivo do tratamento (primário, secundário ou terciário).

  • No Nível Primário ou Preventivo o Terapeuta Ocupacional busca analisar o processo de trabalho, conhecendo detalhadamente a função de cada trabalhador sugerindo aos responsáveis pela empresa ou instituição, quando necessário, a modificação no processo do mesmo
  • No Nível Secundário ou Curativo o Terapeuta Ocupacional realiza uma avaliação do trabalhador, observando aspectos como dor, limitação da amplitude de movimento (ADM), presença de encurtamentos, força muscular (FM), coordenação motora e níveis de stress.
  • No Nível Terciário ou Reabilitador o Terapeuta Ocupacional trabalha aspectos alterados, contribuindo para a prevenção de deformidades e para a manutenção da capacidade residual, promovendo, quando necessário a troca de lateralidade, indicando junto ao trabalhador e à equipe uma nova função, ou a indicação de órtoteses ou próteses que facilitem o desempenho das diversas actividades.
Vejamos exemplos práticos que podem ajudar evitar doenças ocupacionais:
Postura correcta ao computador



Como levantar correctamente pesos







8 comentários:

Magda Rebelo Jacinto disse...

Boa Tarde Sílvia,

A Fisioterapia Respiratória está indicada para todas as idades, no entanto fale com o pediatra da sua sobrinha para ouvir a opinião dele, pois ele é que tem conhecimento da patologia dela.

Caso a sua sobrinha venha a realizar fisioterapia respiratória, o mais importante é a escolha do profissional que a irá seguir.

Normalmente as crianças choram bastante, no entanto pode ter bons resultados.

Magda Jacinto

Silvia disse...

Bom dia

Obrigado pela explicação.

Já fui ao pediatra mas ele não tem opinião formada a cerca da massagem respiratória.

Mesmo assim muito obrigada pela explicação

Susana disse...

Ola


Um texto muito bom.

tiago matias disse...

Bom dia

Engraçado, ao ler este texto fico com a moção que estou na escola errada.

Não deveria de ser a nossa escola a primeira a dar o exemplo no que diz respeito aos aspectos ergonómicos?

Continua assim ok?

jorge mendes disse...

Boa tarde

Gostei do que li. Acho que o tema não só é muito interessante como está na ordem do dia.

As observações feitas pelos comentadores anteriores têm a sua razão de ser.

Vais no caminho certo

Força

Anônimo disse...

Olá! Boa noite!
Meu nome é Etiene Louzada e sou acadêmica de TO e estou fazendo meu TCC sobre a atuação do TO em empresas.
Gostei muito do texto e ele seria bastante útil para mim! porém gostaria de saber qual a referência dele para que eu fosse direto na fonte e também para ver se possuem mais informações relevantes ao meu trabalho.
Abaixo segue meu e-mail:
etiene@hotmail.com.br
Seria muito grata pela informação!

Louise disse...

Olá, sou acadêmica do 5º ano de T.O e o meu tcc é sobre saúde do trabalhador, gostaria de saber a refência dessse texto se possível, grata.

Louise disse...

Olá, sou adacêmica do 5º ano de T.O e o meu tcc é sobre saúde do trabalhador, gostaria de saber a referência desse texto. Grata (louisepadilha@gmail.com)
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